Como o profissional da saúde pode precificar seus serviços de forma correta e sustentável
Precificar serviços na área da saúde é um dos maiores desafios para médicos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, psiquiatras e demais profissionais do setor.
Muitos definem preços olhando apenas para o mercado e ignoram algo essencial: a própria estrutura financeira, tributária e operacional.
O resultado costuma ser previsível: muito trabalho, agenda cheia e pouco retorno financeiro real.
Por que precificar “só olhando o mercado” é um erro
Quando o profissional define seus honorários apenas com base em:
- preço do colega
- valor médio da região
- convênios ou plataformas
ele corre o risco de:
- cobrar menos do que deveria
- não cobrir todos os custos ocultos
- não formar lucro real
- comprometer sua sustentabilidade no médio e longo prazo
Preço não é apenas posicionamento de mercado.
Preço é decisão financeira estratégica.
Os pilares de uma boa precificação na saúde
Uma precificação correta precisa considerar, no mínimo:
🔹 1. Custos diretos e indiretos
- aluguel
- equipe
- sistemas
- materiais
- taxas
- despesas administrativas
🔹 2. Tempo e capacidade produtiva
- número de atendimentos possíveis
- carga horária real
- desgaste físico e emocional
🔹 3. Tributação incidente
- regime tributário
- impostos sobre faturamento
- impacto de pró-labore e lucros
👉 Muitos profissionais erram justamente aqui: precificam sem entender quanto o imposto consome do valor cobrado.
O papel da contabilidade especializada na precificação
Uma contabilidade especializada na área da saúde, como a Tática Gestão Contábil, contribui diretamente para a precificação ao:
- mapear todos os custos reais da operação
- projetar impacto tributário por serviço
- identificar quanto precisa ser cobrado para gerar lucro
- ajudar a separar faturamento de resultado
- orientar decisões baseadas em dados, não em achismos
Com isso, o profissional deixa de “adivinhar preço” e passa a construir valor de forma consciente.
Precificar bem não é cobrar caro, é cobrar certo
Uma boa precificação:
- protege o profissional
- sustenta crescimento
- permite investir em qualidade
- reduz ansiedade financeira
E, principalmente, evita o ciclo comum na saúde:
“trabalho muito, atendo bem, mas o dinheiro não aparece.”
Conclusão
Precificar corretamente é um ato de maturidade profissional.
Quando o profissional da saúde entende seus números, sua carga tributária e sua capacidade real, ele constrói uma prática mais equilibrada, lucrativa e sustentável. E esse processo começa com gestão financeira e contábil bem estruturada.
